28/01/11

Estudos: Nova terapia genética anti-HIV torna células T resistentes à infecção

Terapia genética desenvolvida por cientistas do Japão, da Coréia do Sul e dos EUA é considerada inovadora no alcance da imunização ao vírus da SIDA.

Uma estratégia inovadora da genética para tornar as células T (glóbulos brancos do sangue responsáveis pela imunidade) resistentes à infecção pelo vírus HIV, sem afetar seu crescimento e sua atividade normais, é descrita em um artigo publicado na revista Human Gene Therapy, disponível gratuitamente na internet.

Uma equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA desenvolveu uma terapia genética em que um gene bacteriano chamado MazF é transferido para as células CD4+T. A proteína MazF é uma enzima que destrói transcrições do gene, impedindo a síntese proteica. O design desse método garante que a síntese da MazF seja provocada por infecção pelo HIV. Quando o vírus infecta os linfócitos T, a MazF é induzida, bloqueando a replicação do HIV e, essencialmente, tornando as células T resistentes.

27/12/10

Estudos: seropositivos têm as mesmas expectativa de vida igual às pessoas que não vivem com o VIH e SIDA

Com tratamento antirretroviral e outros cuidados de saúde, os soropositivos podem ter uma expectativa de vida igual às pessoas que não têm o vírus da SIDA, demonstraram dois estudos apresentados na 17ª Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), ocorrida em São Francisco, nos Estados Unidos.

Segundo o AidsMap - serviço de notícias que fez a cobertura oficial da CROI-, investigadores holandeses fizeram a monitoria de mais de 400 doentes recém diagnosticados com HIV, entre 1998 e 2008.

Para cada grupo de 150 doentes, observou-se apenas uma morte por ano, e utilizando este dado, os investigadores fizeram uma relação com a expectativa de vida mundial. Uma pessoa que for diagnosticada com HIV aos 25 anos, por exemplo, pode se esperar que ela viva mais 52 anos, ou seja, que morra com 77 anos.

25/12/10

USA: localizam ponto-chave que dá início a puberdade

Pesquisadores da University of Texas Southwestern Medical Center, nos Estados Unidos, localizaram um local minúsculo no cérebro onde o hormônio leptina pode ajudar a desencadear o início da puberdade. Resultados em camundongos indicaram que um lugar dentro do hipotálamo chamado núcleo ventral pré-mamilar ou PMV, é o alvo onde o hormônio leptina dá início à puberdade nas fêmeas.

Os investigadores sabiam que a puberdade começa quando os indivíduos têm energia e gordura suficientes armazenadas para atender as demandas de reprodução, e que a leptina, um hormônio produzido pelas células de gordura, atua no cérebro para mediar este processo, mas a região precisa do cérebro, onde a leptina exerce esse efeito ainda não era conhecida.